Delegado Claudinei participa de rede de combate às drogas

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Na oportunidade, o parlamentar destacou que pode contar com o apoio dele em busca de recursos, inclusive, junto aos deputados federais e senadores.

“Nenhum de nós é tão importante quanto todos nós juntos”. A afirmação é de Adilson Dias, pai de um dependente químico, que largou a gerência de um banco no interior do estado e luta há 10 anos para tirar seu filho das drogas. Luta essa de muitas famílias que, infelizmente, vivem essa triste realidade por conta de ter algum parente com essa dependência.

E foi com o objetivo de criar uma rede de ações estratégicas e integradas no combate às drogas que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio dos desembargadores Mário Kono e Marcos Machado, realizou uma reunião ampliada na quarta-feira (23), com a participação de vários órgãos e autoridades, entre eles o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL).

“Tornei-me deputado para tentar fazer diferente, pois enquanto estive delegado por 17 anos e dois deles à frente da Delegacia Regional de Rondonópolis, via que faltava recursos financeiros que só poderíamos conseguir por meio de força política. Acredito que a polícia tem que estar dentro das escolas, pois as facções estão dentro das escolas também. Temos que criar alternativas para diminuir o consumo de drogas, então, participar dessa rede é um projeto que me interessa”, afirmou Claudinei.

O parlamentar destacou que pode contar com o apoio dele em busca de recursos, inclusive junto aos deputados federais e senadores. “Além disso, temos o fundo perdido das fianças, que são ações práticas e objetivas. Este ano, eu não tenho direito a emenda, mas vou destinar emendas para projetos de prevenção. Na Polícia Judiciária Civil (PJC), temos o projeto De Cara Limpa Contra as Drogas”, ressaltou o deputado.  

Na oportunidade, o desembargador Mário Kono explicou que é necessário focar em ações de prevenção e tratamento, com a elaboração de plano estratégico e de que forma cada órgão pode contribuir. “O nosso objetivo é ter o maior número de pessoas trabalhando na prevenção e tratamento de dependentes químicos. Vamos fazer grupos de trabalhos e também queremos sugestões de outros órgãos, pessoas ou autoridades que podem vir somar conosco”, afirmou Kono.

O presidente da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça, desembargador Marcos Machado, lembra que a comissão foi criada em 2013 e, no início, era composta por ele e mais seis juízes. “A ideia é trabalhar os eixos da prevenção e do tratamento. Temos várias ações no combate a drogas, mas que não se comunicam. Aqui no Tribunal criamos um escritório de projetos. Hoje existe a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), sabemos de recursos e é preciso que essa rede tenha acesso. Além disso, têm os recursos de fianças perdidas e de transações penais”, pontuou Machado.

Na ocasião, dados apresentados de um estudo feito recentemente no centro de Cuiabá mostram que existem na região 163 moradores de rua, sendo que a maioria tem, pelo menos, quatro passagens criminais. O presidente da Comunidade Terapêutica Paraíso, Alonso Moura, destacou a falta de reconhecimento legal das comunidades terapêuticas perante o poder público do estado de Mato Grosso.

“A partir deste ano, com a publicação da Lei nº 13886/19, do governo federal, vemos a possibilidade de conseguir recursos para ações das comunidades terapêuticas, que têm foco no tratamento e recuperação dos dependentes químicos e alcoólicos. A nossa entidade é uma das poucas no estado que possui a maioria das certificações para recebimentos de recursos, a exemplo dos certificados do Senad, Ministério da Cidadania e dos conselhos estaduais e municipais”, afirmou Moura.

Além deles, participaram da reunião o delegado de Entorpecentes, Victor Hugo Bruzulato Teixeira; o promotor Carlos Eduardo Silva, da 29ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística; o juiz Aristeu Dias Batista Vilella, da 6ª Vara Cível de Cuiabá; o coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), o tenente-coronel Darwin Salgado; a secretária-adjunta de Justiça da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Lenice Silva Barbosa; coronel Esnaldo de Souza Moreira, comandante do 1º Comando Regional; tenente-coronel Guimarães, comandante do 1º Batalhão da Capital; capitão Marcelo Moessa de Souza, comandante da 1ª Companhia da Capital.

Além de representantes do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do governo do estado, das secretarias municipais de Educação e Assistência Social de Cuiabá, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Fraternidade Cristã da Pessoa com Deficiência e representantes de conselhos municipais da capital.

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